Monday, August 29, 2005

Adeus!...


Decidi acabar com o blog... Talvez noutra altura faça sentido para mim voltar, mas agora não. Agradeço a todos que acompanharam o decorrer do blog, a todos aqueles que comentaram e que admiravam o que eu escrevia. Todas essas palavras foram de alguma forma importantes para eu nunca parar de escrever. Um beijinho muito especial para todos, e eu prometo se criar um novo eu aviso aqueles que estiverem interessados.


Pronto, a fadita vai voar...mas como eu não resisto ainda hei-de criar outro blog, prometo.
Adeus a todos, adoro-vos...tlim tlim.......

Wednesday, August 17, 2005

Amor (Ardor...)


Diz-me o que é que o amor significa por entre estes destroços?
Fala-me desse sentimento vomitável no meu coração
Cospe essa sensação nos meus já apodrecidos ossos
Devolve-me à terra de onde nasci
Á paz eterna, tristeza solene onde eu na juvenil aurora nasci
Leva-me daqui vento, faz-me não mais da dor ter medo

Fala-me desse tormento que já não sinto
Desse poderoso veneno que me tentava matar em horas de perigo
Rio-me na tua cara amor, delicioso amor, suculento, implacável
Ardor (amor…)
E que as folhas dancem comigo e que nem elas nem eu nos lembremos desse terror inimigo
A liberdade é mais que uma palavra, é uma vida para mim
É o desejo silencioso quando a dor parece não ter fim

Consegues ao menos dar-lhe um significado?
Algo que na minha garganta não fique preso, entalado?
Ai amor...ardor...?

Sunday, August 07, 2005

Imagino...


Eu imagino-me um dia em que a minha completa sanidade me faltar
Eu imagino-me amanha na rua a cantar
E não estranheis se algum de vós pelos caminhos de pedra me ouvir
E se souberem quem sou, eu prometo-vos senhores: eu hei-de vos sorrir!...
Eu imagino-me amanha em que minha razão desvanecer
E tudo aquilo que sinto e me irrita, eu juro-vos: eu hei-de de dizer!...
E as pedras da calçada irão finalmente saber
Daquilo que me prende e me deixa morrer
Meus amigos, todos aqueles por quem tenho apreso
Se um dia me vires embalada por sonhos no chão
Não tenhais medo, sou apenas embalada ao som da minha paixão
E prometo-vos ainda que nem uma lágrima irão presenciar
Porque este chão é o meu feliz sonho e ninguém o poderá estragar!



[Este é o meu novo fotoblog--->http://www.fblog.noite.pt/FadadaFlorestaNegra/, ainda só lá pus uma foto, porque só o criei hoje...mas irei pôr lá mais, o mais tardar. Um beijo]

Sunday, July 31, 2005

Não fiz nada se não aquilo que a mim me compete

Não fiz nada se não aquilo que a mim me compete
Depois de toda a confusão, sentei-me e acendi o cigarro
Desta vez não fiz mais que isto
Nem chorei, nem gritei, nem nada daquilo que pudessem achar
Desta vez não fiz nada se não aquilo que a mim me compete
Sorri, sentei-me e acendi o cigarro
O contraste das palavras de ontem para hoje provocava em mim uma gargalhada irónica
Talvez com uma pitada de maldade, (admito com o mesmo sarcasmo)
Sim…o contraste das palavras
Não que estas me tivessem marcado de alguma forma
Mas faz-me rir a habilidade com que as usastes só para me tentares enfraquecer
A forma como as dispuseste à minha frente
E a deixa inteligente no final da peça
Nem me lembrei de analisar as letras tim-tim por tim-tim
Nem mesmo dos pequenos acentos, muitos deles, acredito que bicudos e bem laminados
Naquele dia não fiz nada se não aquilo que a mim me compete
Sorri, sentei-me e saquei dos cigarros



(Estou de volta...e mais feliz, mais contente... :) Cheguei a dois dias e sinto-me como nova, acho que ao lerem este post vão conseguir perceber alguma descontracção da minha parte...Muitos beijinhos pa todos os que continuam a ler)

Tuesday, July 12, 2005

Recomecar (outra vez)

Peco imensa desculpa pela minha ausencia no blog, mas desde do dia 4 de julho que estou em Inglaterra, a tentar escapar do mundo, estou a tentar ver renascer alguem que andava perdida dentro do meu corpo, estou a tentar ganhar toda a voz que perdi, e a tentar procurar e reencontrar-me, ou seja, nada melhor que sair do meu proprio pais para esse objectivo. Gostaria muito de o poder actualizar frequentemente, mas nao me parece possivel aqui, no entanto, quando puder dar-vos-ei noticias. Um beijo.


"Darei a minha alma a quem sempre me deu certezas
Vou entregar o meu eu a minha propria natureza."

Monday, June 20, 2005

A noite

Recolhi tuas palavras numa caixa de carvalho que escondo ao fundo da sala, arrumei-as uma por uma e tratei-as com carinho quando as abandonei. Ouvi sussurros pela noite dentro, sussurros doces e de conforto que me levavam à calma e a leveza do corpo, senti cada brisa das letras que passavam por meus lábios como se fossem teus suspiros. E como se esses ventos calmos falassem, eu respondia-lhes com beijos carinhosos e leves, como uma pena. Já de manhã, quando os raios do sol se estenderam e se espreguiçaram eu deixei de sentir-te, deixei de te ouvir por entre os cantos do meu quarto, o cortinado deixou de baloiçar e eu, eu desfiz-me em pranto por entre os lençóis da minha cama. Corri para a caixa esperando nela encontrar as palavras com que naquela noite me vieste adoçar, mas haviam-se perdido. Naquele dia eu soube, era o fim, tinhas-te finalmente despedido. E passaram-se noites e noites em claro na esperança de me voltares a abraçar de palavras e suspiros, mas tu nunca mais apareceste, e eu fiquei presa á noite, para sempre a esperar.

Thursday, June 16, 2005

Fraqueza

Sou quadro pintado para ninguém
Lágrimas acesas, choradas por alguém
Sou a frágil cedência de um humano coração
Dei-me na desesperada noite de uma breve solidão

Tentei ser, sem a beleza enfraquecedora do teu olhar
Sem o doce perfume do teu cheiro
Tentei fingir que o meu comando era a razão
Mas quando a dor chegou, o coração cedeu primeiro

Oh! Que mágoa que guardo da fraqueza deste meu coração
Entreguei-me, sem pensar, nessa leve e já saudosa paixão
Caí na sensibilidade que os teus lábios despertam
E na inesquecível beleza que os teus olhos libertam

Não só fraca é a carne, mas também é esta alma
Que sempre encontrou desgosto de onde esperava a paz e calma
Dou-me às garras da tristeza quando esperava amor delas
E o meu ser tem de amor tanta fome, como os presos a têm de sair das suas celas

Grito sucumbida por feridas que parecem não ter cura
Sempre fui um soldado nesta guerra, mas nunca possuí armadura
Quem me disse que era forte como na tempestade um vento
Foi porque nunca me ouviu pedir aos céus o seu alento

Quero viver com gosto na alegria do amar
Não quero salpicar em desgosto de lá não puder chegar
Oiço-me nos gritos das paredes que me querem liberdade
De amar e não chorar e da minha felicidade


[Penso que já tinha postado a 1ª parte deste post, mas como decidi que iria continuá-lo postei aqui a sua continuidade. Espero que vos agrade. Um beijo e um obrigado aqueles que continuam a comentar.]
http://www.pixagogo.com/7037085272 Pixagogo direct photo link